Persona Insana _ blog da Thammy


O ATOR

"Retrato nu do homem exposto a tudo que vem,
silhueta elástica,
o ator forasteiro,
exibicionista desavergonhado
simulador fazendo demonstração de lágrimas, de riso,
do funcionamento de todos os órgãos,
do ápice do espírito, do coração,
das paixões, do ventre, do pênis,
ao corpo exposto a todos os estimulantes,
todos os perigos e todas as surpresas;
Engôdo,
Modêlo artificial de sua anatomia e de seu espírito
renunciando à dignidade e ao prestígio
atraindo o desprezo e os gracejos,
tão perto do lixo, quanto da eternidade
rejeitado pelo que é normal e "normativo" numa sociedade.
ATOR
vivendo só do imaginário
levado a um estado de insatisfação crônica
e insaciável face a tudo o que existe realmente fora do universo da
ficção
que o conduz à uma saudade perpétua
O obrigado
à uma vida nômade.
Ator forasteiro,
eterno errante sem ... lugar,
procurando em vão o porto
e dentro de suas bagagens
todos seus bens
suas esperanças, suas ilusões perdidas,
O que faz a riqueza e a carga
uma ficção que ele defende enciumadamente
até o fim
contra a INTOLERÂNCIA DE UM MUNDO INDIFERENTE."

Tadeusz Kantor



Escrito por tha_alonso às 21h56
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Sobre aqueles dias..

Tem dias que a gente, quase por milagre ou conspiração dos deuses, acorda se sentindo o máximo! Hoje acordei assim: feliz, bonita e amada por muita gente especial...

 

 



Escrito por tha_alonso às 14h12
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O poeta sem nome.

A poesia sem rosto.

Um rosto sem nome.

Um nome sem rosto.

Rosto sem poesia.

Poesia sem nome.

Nome sem poesia.

 

Poeta sem poesia,

sem rosto

e sem nome.



Escrito por tha_alonso às 23h13
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"EL TRUCO"

Muita saudade e sede de voltar...

 

 



Escrito por tha_alonso às 22h33
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do dicionário

abandono

a.ban.do.no
sm (de abandonar) 1 Ação ou efeito de abandonar. 2 Desamparo, desprezo. 3 Desistência, renúncia. 4 Imobilidade, indolência, moleza. Antôn (acepções 1 e 2): amparo, proteção. A. de emprego, Dir trab: descumprimento continuado e definitivo, por parte do empregado, da obrigação de prestar serviço; fato de deixar a relação de emprego sem qualquer comunicação ao empregador. A. de serviço, Dir trab: descumprimento da obrigação de trabalhar. Pode configurar-se tanto na ausência continuada ao serviço como na acintosa inexecução de trabalho a que esteja obrigado o empregado. A. do lar, Dir: afastamento voluntário de um dos cônjuges, por dois anos, um dos motivos de desquite. Ao abandono: sem amparo, sem cuidados.



Escrito por tha_alonso às 22h31
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Para rir junto....



Escrito por tha_alonso às 00h38
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NOSSA, AGORA QUE ME DEI CONTA QUE MEUS DOIS ÚLTIMOS POSTS FORAM ESCRITOS EXATAMENTE NO MESMO HORÁRIO. SINCRONICIDADE, COINCIDÊNCIA OU BRUXARIA? rsrsrs



Escrito por tha_alonso às 01h19
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Sobre os equívocos

Só queria, por um segundo, que você percebesse a verdadeira intenção camuflada por detrás das minhas palavras leves, quase infantis. Embaixo da capa da indiferença, está um coração aos pulos. E quando tenho a chance de rasgar a fantasia, cometo o equívoco de te convidar pra participar da ficção mais uma vez....  



Escrito por tha_alonso às 01h09
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silêncio e som

Às vezes SOMOS silêncio, às vezes, som.

Às vezes QUEREMOS silêncio, outras, som.

Às vezes só TEMOS silêncio, outras vezes, só som.

FLUXO e PAUSA. FLUXO e PAUSA. FLUXO e PAUSA..

E o que era para ser a melodia natural da vida começa a se tornar repetitivo demais. Previsível até. É hora de quebrar o compasso...



Escrito por tha_alonso às 01h09
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Marcada

Tem coisas que marcam como ferro em brasa na pele. Não tem jeito: mudo o repertório de músicas do MP3, rasgo as folhas do calendário, frequento outros bares, conheço outros cheiros.... Mudo o cabelo, a roupa, o emprego... E as marcas continuam lá. Sempre estarão... Sinto falta de alguns hábitos, de algumas palavras, de algumas manias e de muitos olhares.

E por falar em marcas.... Agora é na alma e no corpo:

 

Tatuagem

Chico Buarque

Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é prá te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...

E também prá me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava...

Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem...

E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço...

Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem...

Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
Ferro e fogo
Em carne viva...

Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...



Escrito por tha_alonso às 22h29
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A menina e o engano

 

Hoje a menina torceu seu pé mais uma vez.

Cometeu o erro por achar que as ruas estavam asfaltadas (ou pelo menos que estavam sendo).

Mas não, os buracos ainda estavam ali: grandes, pequenos; a estreita via repleta de pedregulhos.

Não por ingenuidade, mas por um misto de teimosia e crença, passou saltitando pelo caminho habitual que antes já havia lhe causado tantos tropeços.

Passos leves, apressados, como se comemorassem a rua novinha que projetava em sua mente.

Caiu. E já perdeu a conta de quantas vezes seus joelhos haviam sido esfolados naquele ritual quase prazeroso...

 

 

 

 

T. A.

04/03/2008



Escrito por tha_alonso às 23h19
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Minha paixão pelo teatro é antiga, isso não escondo de ninguém. Na verdade não é paixão, é amor mesmo. Porque paixão é quente, "avassaladora", mas normalmente dura pouco... E eu, como boa ariana que sou, me apaixono por muitas coisas, mas me desapaixono na mesma velocidade. Pra algo ser duradouro tem que ter amor de verdade envolvido. Amor é maduro, consistente, quase racional. Nesse caso, temos plena consciência dos defeitos do ser ou "coisa" amada, mas mesmo assim, aprendemos a conviver, e quem sabe.... gostar deles. Então digo que amo o teatro, porque sei que não é sempre um mar de rosas, sei que não me dá muito dinheiro, sei que é uma profissão sacrificante. Mas simplesmente não consigo viver sem. Não consigo viver sem "a arte do outro". Da troca. Do encontro. Do jogo.

"Oh eu! Oh vida! Das perguntas que sobre isso se voltam, das infindáveis gerações de infiéis, das cidades cheias de tolos, eu mesmo envergonhado de mim mesmo (pois quem mais tolo do que eu e mais infiél?), de olhos que inutilmente desejam a luz, de objetos insignificantes, da luta sempre renovada, dos pobres resultados de tudo, da multidão laboriosa e sórdida que sinto à minha volta, dos anos vazios e invisíveis para os que restam, com o que resta de mim entrelaçados, a pergunta, oh eu!, tão triste, ainda insiste - de que vale tudo isso, oh eu, oh vida? Resposta: que você está aqui. Que a vida e a identidade existem. Que o poderoso jogo continua, e você pode contribuir com um verso."

Walt Whitman

*poema enviado pela pessoa mais questionadora que já conheci... Beijos Ana!



Escrito por tha_alonso às 20h29
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Reflexões- pós- fim- de- semana

1) Amo conhecer pessoas. Muitas pessoas. Gosto de gente, sabe? De agito, de conversa, de casa cheia, de barulho de copos, de notas soltas de violão, de fumaça de cigarro... Estar sozinha pra mim é um bem que tenho que me fazer em doses homeopáticas, senão vira depressão. Me perdoem, mas sou um ser completamente sociável e falante!

2) Percebi o quanto sou fechada em relação à algumas coisas... Boto na cabeça: "gosto disso", ou "não gosto daquilo" ou ainda "aquilo outro sempre me fez bem". E levo as tais idéias como dogmas. Isso acontece com comidas, com roupas, com tipos de música, com pessoas, com sentimentos... Mas assim como eu descobri, aos 24 anos, que eu ADORO comida japonesa depois de recusar inúmeros convites a restaurantes japa com cara de nojo, também estou descobrindo que gosto de algumas outras coisas (até mais importantes) e que não gosto tanto assim de outras. Como descobri? Me permitindo experimentar... Assim como fiz com os sushis!!

3) Algumas pessoas são praticamente "playgrounds" ambulantes! São leves, animadas, têm aquele espírito infantil dentro de si, que eu pessoalmente adoro e admiro. Perto dessas pessoas a minha criança interior se manifesta de uma maneira absurda. E eu não tenho a menor vergonha dela, é uma criança ótima! rsrs



Escrito por tha_alonso às 20h36
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Presentes

Decidi. Vou parar de ficar pensando 24 horas por dia nas coisas que eu quero que aconteçam na minha vida. Nas últimas semanas eu tive provas claras e concretas do óbvio: de repente, quando menos esperamos, as coisas acontecem.... E às vezes, várias coisas ao mesmo tempo! São presentes que a vida nos dá quando estamos nos sentindo muito por baixo.



Escrito por tha_alonso às 00h48
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Sete ondas e sete anos

Pulei as sete ondas, acendi as velas, fiz os pedidos, tomei champagne pisando na areia... Todo o ritual, como todos os anos. Mas dessa vez algo estava diferente, muita coisa mudou dentro de mim... E os pedidos foram outros, acendi uma vela a menos e me embriaguei sozinha com o champagne. FELIZ ANO NOVO!!!

Escrito por tha_alonso às 13h11
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