"Retrato nu do homem exposto a tudo que vem, silhueta elástica, o ator forasteiro, exibicionista desavergonhado simulador fazendo demonstração de lágrimas, de riso, do funcionamento de todos os órgãos, do ápice do espírito, do coração, das paixões, do ventre, do pênis, ao corpo exposto a todos os estimulantes, todos os perigos e todas as surpresas; Engôdo, Modêlo artificial de sua anatomia e de seu espírito renunciando à dignidade e ao prestígio atraindo o desprezo e os gracejos, tão perto do lixo, quanto da eternidade rejeitado pelo que é normal e "normativo" numa sociedade. ATOR vivendo só do imaginário levado a um estado de insatisfação crônica e insaciável face a tudo o que existe realmente fora do universo da ficção que o conduz à uma saudade perpétua O obrigado à uma vida nômade. Ator forasteiro, eterno errante sem ... lugar, procurando em vão o porto e dentro de suas bagagens todos seus bens suas esperanças, suas ilusões perdidas, O que faz a riqueza e a carga uma ficção que ele defende enciumadamente até o fim contra a INTOLERÂNCIA DE UM MUNDO INDIFERENTE."
Tem dias que a gente, quase por milagre ou conspiração dos deuses, acorda se sentindo o máximo! Hoje acordei assim: feliz, bonita e amada por muita gente especial...
a.ban.do.no sm (de abandonar) 1 Ação ou efeito de abandonar. 2 Desamparo, desprezo. 3 Desistência, renúncia. 4 Imobilidade, indolência, moleza. Antôn (acepções 1 e 2): amparo, proteção. A.de emprego, Dir trab: descumprimento continuado e definitivo, por parte do empregado, da obrigação de prestar serviço; fato de deixar a relação de emprego sem qualquer comunicação ao empregador. A. de serviço, Dir trab: descumprimento da obrigação de trabalhar. Pode configurar-se tanto na ausência continuada ao serviço como na acintosa inexecução de trabalho a que esteja obrigado o empregado. A.do lar, Dir: afastamento voluntário de um dos cônjuges, por dois anos, um dos motivos de desquite. Ao abandono: sem amparo, sem cuidados.
Só queria, por um segundo, que você percebesse a verdadeira intenção camuflada por detrás das minhas palavras leves, quase infantis. Embaixo da capa da indiferença, está um coração aos pulos. E quando tenho a chance de rasgar a fantasia, cometo o equívoco de te convidar pra participar da ficção mais uma vez....
Tem coisas que marcam como ferro em brasa na pele. Não tem jeito: mudo o repertório de músicas do MP3, rasgo as folhas do calendário, frequento outros bares, conheço outros cheiros.... Mudo o cabelo, a roupa, o emprego... E as marcas continuam lá. Sempre estarão... Sinto falta de alguns hábitos, de algumas palavras, de algumas manias e de muitos olhares.
E por falar em marcas.... Agora é na alma e no corpo:
Tatuagem
Chico Buarque
Quero ficar no teu corpo Feito tatuagem Que é prá te dar coragem Prá seguir viagem Quando a noite vem...
E também prá me perpetuar Em tua escrava Que você pega, esfrega Nega, mas não lava...
Quero brincar no teu corpo Feito bailarina Que logo se alucina Salta e te ilumina Quando a noite vem...
E nos músculos exaustos Do teu braço Repousar frouxa, murcha Farta, morta de cansaço...
Quero pesar feito cruz Nas tuas costas Que te retalha em postas Mas no fundo gostas Quando a noite vem...
Quero ser a cicatriz Risonha e corrosiva Marcada a frio Ferro e fogo Em carne viva...
Corações de mãe, arpões Sereias e serpentes Que te rabiscam O corpo todo Mas não sentes...
Minha paixão pelo teatro é antiga, isso não escondo de ninguém. Na verdade não é paixão, é amor mesmo. Porque paixão é quente, "avassaladora", mas normalmente dura pouco... E eu, como boa ariana que sou, me apaixono por muitas coisas, mas me desapaixono na mesma velocidade. Pra algo ser duradouro tem que ter amor de verdade envolvido. Amor é maduro, consistente, quase racional. Nesse caso, temos plena consciência dos defeitos do ser ou "coisa" amada, mas mesmo assim, aprendemos a conviver, e quem sabe.... gostar deles. Então digo que amo o teatro, porque sei que não é sempre um mar de rosas, sei que não me dá muito dinheiro, sei que é uma profissão sacrificante. Mas simplesmente não consigo viver sem. Não consigo viver sem "a arte do outro". Da troca. Do encontro. Do jogo.
"Oh eu! Oh vida! Das perguntas que sobre isso se voltam, das infindáveis gerações de infiéis, das cidades cheias de tolos, eu mesmo envergonhado de mim mesmo (pois quem mais tolo do que eu e mais infiél?), de olhos que inutilmente desejam a luz, de objetos insignificantes, da luta sempre renovada, dos pobres resultados de tudo, da multidão laboriosa e sórdida que sinto à minha volta, dos anos vazios e invisíveis para os que restam, com o que resta de mim entrelaçados, a pergunta, oh eu!, tão triste, ainda insiste - de que vale tudo isso, oh eu, oh vida? Resposta: que você está aqui. Que a vida e a identidade existem. Que o poderoso jogo continua, e você pode contribuir com um verso."
Walt Whitman
*poema enviado pela pessoa mais questionadora que já conheci... Beijos Ana!
1) Amo conhecer pessoas. Muitas pessoas. Gosto de gente, sabe? De agito, de conversa, de casa cheia, de barulho de copos, de notas soltas de violão, de fumaça de cigarro... Estar sozinha pra mim é um bem que tenho que me fazer em doses homeopáticas, senão vira depressão. Me perdoem, mas sou um ser completamente sociável e falante!
2) Percebi o quanto sou fechada em relação à algumas coisas... Boto na cabeça: "gosto disso", ou "não gosto daquilo" ou ainda "aquilo outro sempre me fez bem". E levo as tais idéias como dogmas. Isso acontece com comidas, com roupas, com tipos de música, com pessoas, com sentimentos... Mas assim como eu descobri, aos 24 anos, que eu ADORO comida japonesa depois de recusar inúmeros convites a restaurantes japa com cara de nojo, também estou descobrindo que gosto de algumas outras coisas (até mais importantes) e que não gosto tanto assim de outras. Como descobri? Me permitindo experimentar... Assim como fiz com os sushis!!
3) Algumas pessoas são praticamente "playgrounds" ambulantes! São leves, animadas, têm aquele espírito infantil dentro de si, que eu pessoalmente adoro e admiro. Perto dessas pessoas a minha criança interior se manifesta de uma maneira absurda. E eu não tenho a menor vergonha dela, é uma criança ótima! rsrs
Decidi. Vou parar de ficar pensando 24 horas por dia nas coisas que eu quero que aconteçam na minha vida. Nas últimas semanas eu tive provas claras e concretas do óbvio: de repente, quando menos esperamos, as coisas acontecem.... E às vezes, várias coisas ao mesmo tempo! São presentes que a vida nos dá quando estamos nos sentindo muito por baixo.
Pulei as sete ondas, acendi as velas, fiz os pedidos, tomei champagne pisando na areia... Todo o ritual, como todos os anos. Mas dessa vez algo estava diferente, muita coisa mudou dentro de mim... E os pedidos foram outros, acendi uma vela a menos e me embriaguei sozinha com o champagne. FELIZ ANO NOVO!!!