Persona Insana _ blog da Thammy


    Falta um mês pro meu pequeno completar sete anos. SETE ANOS. A adolescente frágil de antes já é mãe de um moleque carismático e dono de personalidade forte. Nossa, sinto um aperto no peito de saudades do meu bebê, mas também sinto aquele friozinho gostoso na barriga por ver como ele está ficando grande, lindo, inteligente etc etc etc (rsrsrsrs)! A constatação veio como um raio essa semana, quando ele me pediu para gravar um CD de músicas de uma dessas bandas de rock moderninhas... Pode?

Luz

 

Luz que preenche todo o fundo da alma,

toda a vida.

Luz que acalenta toda inquietação,

toda espera.

 

Pequenina estrela.

Fantasia real, num mundo irreal e triste.

Que agora tem cor...

 

Descansa em meu colo.

Descansa e vem ouvir o meu canto.

Me encanta...

*poema escrito quando ele ainda cabia no meu colo!

 

 



Escrito por tha_alonso às 20h17
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olhei no fundo dos olhos dele. não me reconheci mais... medo...vou ter que reapreender a andar sozinha...



Escrito por tha_alonso às 00h50
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Nascimento

Essa é uma fase difícil.... Talvez a mais introspectiva da minha vida. A mais recolhida e ausente. É difícil pra mim ser assim, é como viver um luto. Por anos eu evitei encarar a morte de uma etapa, talvez por medo de não saber lidar com a nova que iria nascer. Mas tem sido bom, parece que começo a descobrir só agora coisas que antes ignorava completamente...



Escrito por tha_alonso às 00h04
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O ATOR

"Retrato nu do homem exposto a tudo que vem,
silhueta elástica,
o ator forasteiro,
exibicionista desavergonhado
simulador fazendo demonstração de lágrimas, de riso,
do funcionamento de todos os órgãos,
do ápice do espírito, do coração,
das paixões, do ventre, do pênis,
ao corpo exposto a todos os estimulantes,
todos os perigos e todas as surpresas;
Engôdo,
Modêlo artificial de sua anatomia e de seu espírito
renunciando à dignidade e ao prestígio
atraindo o desprezo e os gracejos,
tão perto do lixo, quanto da eternidade
rejeitado pelo que é normal e "normativo" numa sociedade.
ATOR
vivendo só do imaginário
levado a um estado de insatisfação crônica
e insaciável face a tudo o que existe realmente fora do universo da
ficção
que o conduz à uma saudade perpétua
O obrigado
à uma vida nômade.
Ator forasteiro,
eterno errante sem ... lugar,
procurando em vão o porto
e dentro de suas bagagens
todos seus bens
suas esperanças, suas ilusões perdidas,
O que faz a riqueza e a carga
uma ficção que ele defende enciumadamente
até o fim
contra a INTOLERÂNCIA DE UM MUNDO INDIFERENTE."

Tadeusz Kantor



Escrito por tha_alonso às 21h56
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Sobre aqueles dias..

Tem dias que a gente, quase por milagre ou conspiração dos deuses, acorda se sentindo o máximo! Hoje acordei assim: feliz, bonita e amada por muita gente especial...

 

 



Escrito por tha_alonso às 14h12
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O poeta sem nome.

A poesia sem rosto.

Um rosto sem nome.

Um nome sem rosto.

Rosto sem poesia.

Poesia sem nome.

Nome sem poesia.

 

Poeta sem poesia,

sem rosto

e sem nome.



Escrito por tha_alonso às 23h13
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"EL TRUCO"

Muita saudade e sede de voltar...

 

 



Escrito por tha_alonso às 22h33
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do dicionário

abandono

a.ban.do.no
sm (de abandonar) 1 Ação ou efeito de abandonar. 2 Desamparo, desprezo. 3 Desistência, renúncia. 4 Imobilidade, indolência, moleza. Antôn (acepções 1 e 2): amparo, proteção. A. de emprego, Dir trab: descumprimento continuado e definitivo, por parte do empregado, da obrigação de prestar serviço; fato de deixar a relação de emprego sem qualquer comunicação ao empregador. A. de serviço, Dir trab: descumprimento da obrigação de trabalhar. Pode configurar-se tanto na ausência continuada ao serviço como na acintosa inexecução de trabalho a que esteja obrigado o empregado. A. do lar, Dir: afastamento voluntário de um dos cônjuges, por dois anos, um dos motivos de desquite. Ao abandono: sem amparo, sem cuidados.



Escrito por tha_alonso às 22h31
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Para rir junto....



Escrito por tha_alonso às 00h38
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NOSSA, AGORA QUE ME DEI CONTA QUE MEUS DOIS ÚLTIMOS POSTS FORAM ESCRITOS EXATAMENTE NO MESMO HORÁRIO. SINCRONICIDADE, COINCIDÊNCIA OU BRUXARIA? rsrsrs



Escrito por tha_alonso às 01h19
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Sobre os equívocos

Só queria, por um segundo, que você percebesse a verdadeira intenção camuflada por detrás das minhas palavras leves, quase infantis. Embaixo da capa da indiferença, está um coração aos pulos. E quando tenho a chance de rasgar a fantasia, cometo o equívoco de te convidar pra participar da ficção mais uma vez....  



Escrito por tha_alonso às 01h09
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silêncio e som

Às vezes SOMOS silêncio, às vezes, som.

Às vezes QUEREMOS silêncio, outras, som.

Às vezes só TEMOS silêncio, outras vezes, só som.

FLUXO e PAUSA. FLUXO e PAUSA. FLUXO e PAUSA..

E o que era para ser a melodia natural da vida começa a se tornar repetitivo demais. Previsível até. É hora de quebrar o compasso...



Escrito por tha_alonso às 01h09
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Marcada

Tem coisas que marcam como ferro em brasa na pele. Não tem jeito: mudo o repertório de músicas do MP3, rasgo as folhas do calendário, frequento outros bares, conheço outros cheiros.... Mudo o cabelo, a roupa, o emprego... E as marcas continuam lá. Sempre estarão... Sinto falta de alguns hábitos, de algumas palavras, de algumas manias e de muitos olhares.

E por falar em marcas.... Agora é na alma e no corpo:

 

Tatuagem

Chico Buarque

Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é prá te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...

E também prá me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava...

Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem...

E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço...

Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem...

Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
Ferro e fogo
Em carne viva...

Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...



Escrito por tha_alonso às 22h29
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A menina e o engano

 

Hoje a menina torceu seu pé mais uma vez.

Cometeu o erro por achar que as ruas estavam asfaltadas (ou pelo menos que estavam sendo).

Mas não, os buracos ainda estavam ali: grandes, pequenos; a estreita via repleta de pedregulhos.

Não por ingenuidade, mas por um misto de teimosia e crença, passou saltitando pelo caminho habitual que antes já havia lhe causado tantos tropeços.

Passos leves, apressados, como se comemorassem a rua novinha que projetava em sua mente.

Caiu. E já perdeu a conta de quantas vezes seus joelhos haviam sido esfolados naquele ritual quase prazeroso...

 

 

 

 

T. A.

04/03/2008



Escrito por tha_alonso às 23h19
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Minha paixão pelo teatro é antiga, isso não escondo de ninguém. Na verdade não é paixão, é amor mesmo. Porque paixão é quente, "avassaladora", mas normalmente dura pouco... E eu, como boa ariana que sou, me apaixono por muitas coisas, mas me desapaixono na mesma velocidade. Pra algo ser duradouro tem que ter amor de verdade envolvido. Amor é maduro, consistente, quase racional. Nesse caso, temos plena consciência dos defeitos do ser ou "coisa" amada, mas mesmo assim, aprendemos a conviver, e quem sabe.... gostar deles. Então digo que amo o teatro, porque sei que não é sempre um mar de rosas, sei que não me dá muito dinheiro, sei que é uma profissão sacrificante. Mas simplesmente não consigo viver sem. Não consigo viver sem "a arte do outro". Da troca. Do encontro. Do jogo.

"Oh eu! Oh vida! Das perguntas que sobre isso se voltam, das infindáveis gerações de infiéis, das cidades cheias de tolos, eu mesmo envergonhado de mim mesmo (pois quem mais tolo do que eu e mais infiél?), de olhos que inutilmente desejam a luz, de objetos insignificantes, da luta sempre renovada, dos pobres resultados de tudo, da multidão laboriosa e sórdida que sinto à minha volta, dos anos vazios e invisíveis para os que restam, com o que resta de mim entrelaçados, a pergunta, oh eu!, tão triste, ainda insiste - de que vale tudo isso, oh eu, oh vida? Resposta: que você está aqui. Que a vida e a identidade existem. Que o poderoso jogo continua, e você pode contribuir com um verso."

Walt Whitman

*poema enviado pela pessoa mais questionadora que já conheci... Beijos Ana!



Escrito por tha_alonso às 20h29
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